MAIS UMA VÍTIMA É ENCONTRADA.
Na última noite, mais um crime brutal foi executado em Santos.
Uma mulher, de aproximadamente 32 anos foi encontrada na Rua General Câmara, em um terreno baldio, próximo a algumas casas noturnas. Acredita-se que a vítima era uma prostituta que trabalhava em uma das casas noturnas, ainda não se sabe se houve ou não contato sexual entre a vítima e o agressor, porém as autoridades encarregadas do caso acreditem que a vítima foi conduzida ao local por vontade própria já que não há sinais de luta corporal.
O que intriga as autoridades é que, assim como a vítima anterior, também esta foi encontrada com a garganta dilacerada e sem uma única gota de sangue, o que mostra que estamos diante de uma assassino serial.
O corpo foi encaminhado ao IML, e aguarda ser reclamado por familiares, já que não foram encontrados documentos que possam identificar a vítima. O laudo com a causa da morte deve sair antes do fim de semana.
Desta vez não houve testemunhas, pois no momento do crime, por volta de 4:30 da manhã, as ruas estavam desertas.
Alguns frequentadores dos bares da região, declaram ter visto a vítima em companhia de um homem, que, dizem, havia pago um bom dinheiro para que ela ficasse com ele a noite inteira. Dizem ainda, que quando saíram do lugar, houve um desentendimento entre ambos, mas não sabem para onde foram, pois continuaram no interior do estabelecimento.
Os comerciantes locais estão preocupados, pois a sensação de insegurança é grande e pedem reforço no policiamento.
Até o fechamento da matéria, nada foi informado, no sentido de elucidar os fatos.
"O pior dos sonhos, é aquele em que você está sendo perseguido pelo Bicho-Papão e não consegue acordar." R. Scorpio
AVISO IMPORTANTE!!!
Se você é daquelas pessoas que não suportam lugares fechados e tem medo de escuro, provavelmente vai ter pesadelos.
22 de julho de 2010
16 de julho de 2010
EXTRA!!! EXTRA!!!
CIDADE EM ALERTA!!! MANÍACO A SOLTA!!!!
A cidade de Santos vive momentos pavorosos. Um maníaco está a solta pelas ruas causando terror e pânico!
Na noite do último dia 23, por volta das 03:30 da manhã, moradores do bairro Paquetá em Santos, acordaram sobressaltados por gritos assustadores nas imediações da Avenida João Pessoa, próximo ao cemitério. Funcionários de um moinho afirmam terem visto um homem fugir em direção ao cais e literalmente sumir nas sombras do elevado da Avenida Cidade de Santos.
Outra testemunha, um carroceiro que passava na hora em que os gritos foram ouvidos, afirma que uma mulher loura e muito bem vestida, estava mexendo no pneu do seu carro, quando foi atacada violentamente por um homem, que diz a testemunha, surgiu das sombras.
A vítima que ainda não foi identificada, teve ferimentos graves no pescoço e várias escoriações pelo corpo, e encontra-se no IML de Santos aguardando o comparecimento de familiares para realização de reconhecimento, ao que parece, segundo informa a polícia, a vítima não teve nenhum de seus pertences furtados, inclusive em sua bolsa foram encontrados documentos e dinheiro, portanto o motivo não foi roubo.
Acredita-se ainda, que este homem utilize o sangue de suas vítimas em rituais satânicos já que a vítima foi encontrada sem uma gota de sangue e o corte na sua garganta estar localizado em um ponto de onde ele poderia extrair o sangue mais facilmente.
Não há dúvidas quanto a causa da morte, o corte foi profundo e causou danos também a sua laringe, o que a matou quase instantâneamente.
A possibilidade de novos ataques não está descartada, tendo em vista que o maníaco está foragido e é extremamente perigoso. As autoridades alertam para que se tenha cautela ao sair a noite, o policiamento foi reforçado e acredita-se que em breve veremos o rosto do criminoso.
A cidade de Santos vive momentos pavorosos. Um maníaco está a solta pelas ruas causando terror e pânico!
Na noite do último dia 23, por volta das 03:30 da manhã, moradores do bairro Paquetá em Santos, acordaram sobressaltados por gritos assustadores nas imediações da Avenida João Pessoa, próximo ao cemitério. Funcionários de um moinho afirmam terem visto um homem fugir em direção ao cais e literalmente sumir nas sombras do elevado da Avenida Cidade de Santos.
Outra testemunha, um carroceiro que passava na hora em que os gritos foram ouvidos, afirma que uma mulher loura e muito bem vestida, estava mexendo no pneu do seu carro, quando foi atacada violentamente por um homem, que diz a testemunha, surgiu das sombras.
A vítima que ainda não foi identificada, teve ferimentos graves no pescoço e várias escoriações pelo corpo, e encontra-se no IML de Santos aguardando o comparecimento de familiares para realização de reconhecimento, ao que parece, segundo informa a polícia, a vítima não teve nenhum de seus pertences furtados, inclusive em sua bolsa foram encontrados documentos e dinheiro, portanto o motivo não foi roubo.
Acredita-se ainda, que este homem utilize o sangue de suas vítimas em rituais satânicos já que a vítima foi encontrada sem uma gota de sangue e o corte na sua garganta estar localizado em um ponto de onde ele poderia extrair o sangue mais facilmente.
Não há dúvidas quanto a causa da morte, o corte foi profundo e causou danos também a sua laringe, o que a matou quase instantâneamente.
A possibilidade de novos ataques não está descartada, tendo em vista que o maníaco está foragido e é extremamente perigoso. As autoridades alertam para que se tenha cautela ao sair a noite, o policiamento foi reforçado e acredita-se que em breve veremos o rosto do criminoso.
7 de julho de 2010
A Coisa no Umbral
A Coisa no Umbral
Morgan não é um literato; na verdade, ele mal consegue falar inglês com algum grau de coerência. É isso o que me faz estranhar as palavras que ele escreveu, embora outros tenham gargalhado.
Ele estava sozinho na noite em que aconteceu. Subitamente uma vontade incontrolável de escrever lhe assomou, e tomando a pena na mão ele escreveu o seguinte:
Meu nome é Howard Phillips. Vivo na Rua College, 66, em Providence, Rhode Island. A 24 de novembro de 1927 – pois não sei sequer em que ano estamos agora – adormeci e sonhei, e desde então tem sido incapaz de despertar.
Meu sonho teve início num pântano úmido e atulhado de juncos que jazia sob um céu cinzento de outono, com um desfiladeiro encapelado de rochas cobertas de liquens elevando-se ao norte. Impelido por alguma motivação obscura, ascendi à uma fenda ou fissura nesse gigantesco precipício, notando enquanto o fazia que as bocas negras de muitos buracos terríveis estendendo-se de ambas as partes até as profundezas do platô de pedra.
Em vários pontos a passagem era coberta pelo chocalhar das partes superiores da fissura estreita; esses lugares sendo excessivamente escuros, e proibindo a percepção de tais buracos que possam ter existido ali. Em tal espaço escuro senti consciência de um singular acesso de pânico, como se alguma sutil e incorpórea emanação do abismo estivesse engolindo meu espírito; mas a escuridão era grande demais para que eu pudesse perceber a fonte de meu alarme.
Concluindo, emergi sobre um platô de rocha musgosa e solo pobre, iluminado por um pálido luar que havia substituído o orbe moribundo do dia. Lançando meus olhos ao redor, não vi objeto vivo; mas estava sensível a uma comoção muito peculiar que vinha muito abaixo de mim, entre os sussurrantes vestígios do pântano pestilento que eu havia acabado de abandonar. Depois de caminhar por uma certa distância, encontrei os trilhos enferrujados de uma ferrovia de rua, e as placas comidas de cupins ainda seguravam o trole em boas condições. Acompanhando esta linha, logo dei com um carro amarelo de vestíbulos de número 1852 – de um tipo de dois vagões comum entre 1900 e 1910. Não estava tinindo, mas evidentemente preparado para partir; o trole estando no fio e o freio aéreo de quando em vez pulsando abaixo do chão. Entrei a bordo e olhei em vão pelo interruptor de luz – notando, enquanto o fazia, a ausência de cabineiro, que assim implicavam a ausência do motorneiro. Então sentei-me num dos bancos cruzados do veículo. Ouvi um farfalhar na grama esparsa à esquerda, e vi as formar escuras de dois homens caminhando ao luar. Tinham os quepes de uma companhia ferroviária, e não pude duvidar de que fossem o condutor e o motorneiro. Então um deles fungou com presteza singular, e elevou o rosto para uivar para a lua. O outro caiu de quatro para correr na direção do carro. Levantei-me de um salto e corri como louco para fora daquele carro e atravessei intermináveis léguas de platô até que a exaustão me forçou a parar: fazendo isto não porque o condutor tivesse caído de quatro, mas porque o rosto do motorneiro era um simples cone branco com um tentáculo vermelho como sangue na ponta…
Eu estava ciente de que apenas sonhava, mas a própria consciência não me foi agradável.
Desde aquela noite pavorosa, tenho rezado apenas para despertar: isso não acontece!
Ao invés disso eu me encontro com um habitante deste terrível mundo dos sonhos! Aquela primeira noite deu lugar à aurora, e caminhei sem rumo pelos pântanos solitários. Quando a noite veio, eu ainda caminhava, esperando acordar. Mas subitamente abri caminho entre os juncos e vi à minha frente o antigo bonde: e, a um lado, uma coisa com rosto em forma de conte levantava sua cabeça e uivava estranhamente para o luar que se derramava!
Tem sido a mesma coisa todo dia. A noite sempre me leva àquele lugar de horror. Tenho tentado não me mover com a chegada da noite, mas devo andar em meu sonambulismo, pois sempre acordo com a coisa de terror uivando à minha frente na pálida luz do luar, e viro-me e fujo como um louco.
Deus! Quando despertarei?
Foi isso o que Morgan escreveu. Eu iria à Rua College 66, em Providence, mas tenho medo do que posso encontrar lá.
H. P. LovecraftTexto originalmente publicado no livro A Tumba… e Outras Histórias
Extraído do site A Vida e Obra de H. P. Lovecraf
t
Extraído do site A Vida e Obra de H. P. Lovecraf
t
29 de junho de 2010
Assinar:
Postagens (Atom)